Nico Montoya, um garoto de 13 anos com síndrome de down, joga futebol com seu pai Felipe(ao lado direito), sua irmã Tania( a segunda da esquerda) e sua mãe Alejandra Garcia(à esquerda) na casa deles em Richmond Hill, Ontário. Felipe Montoya, um professor da universidade em Ontário requisitou para residência permanente no Canadá após se mudar da Costa Rica, está encarando a possibilidade de ter que deixar o país porque seu filho Nico tem Síndrome de Down.
TORONTO — Um professor de universidade em Ontário que requisitou a moradia permanente no Canadá está encarando a possibilidade de ter que deixar o país porque seu filho tem Síndrome de Down.
A Citizenship and Immigration Canada(CIC), responsável por discutir assuntos relacionados à cidadania e imigração no Canadá disse a Felipe Montoya que as condições de seu filho o faz inadmissível no Canadá por causa do peso que a criança teria no sistema de saúde do país.
THE CANADIAN PRESS/Mark BlinchNico Montoya.
Advogados da área de imigração dizem que quando uma família requere residência permanente no país, uma declaração de inadmissibilidade contra um dos seus membros acaba de aplicar a todos no requerimento.
Montoya faz objeção a decisão da CIC dizendo que seu filho de 13 anos está frequentemente usufruindo dos mesmo recursos públicos disponíveis que sua filha, que não tem a doença.
Ele também questiona os cálculos da CIC de quanto dinheiro seu filho custaria para "pagadores de impostos canadenses", afirmando que ele e sua esposa têm pagado impostos desde que chegaram ao país há quatro anos atrás.
A CIC disse que não poderia comentar sobre o caso específico, no qual Montoya diz ter grandes implicações para familiares além da dele.
"Nós acreditamos que essa seja uma visão ultrapassada sobre deficiências e que é preciso ser revista novamente"
“Nós consideramos isso como uma contradição ao fretamento em muitas razões, e nós acreditamos que essas seja uma visão ultrapassada sobre deficiências e que precisa ser revista novamente e atualizada," Motoya disse em uma entrevista por telefone.
A saga da família começou quando Montoya se mudou de sua nativa Costa Rica para o Canadá para conseguir uma posição na Universidade Toronto's York. Ele permanece lá como professor de Estudos Ambientais em período integral.
THE CANADIAN PRESS/Mark BlinchNico Montoya, um garoto de 13 anos com síndrome de down, andando de bicicleta com seu pai Felipe enfrente de sua casa, em Richmond Hill, Ontário.
Três anos atrás, Montaya preencheu os documentos para requirir residência permanente para ele, sua esposa e seus dois filhos.
O fato de que seu filho Nicolas tem Síndrome de Down foi divulgado no início e confirmado por médicos que a família visitou para os fazer os exames médicos exigidos no processo de requerimento. Montaya disse que Nicolas e o resto da família eram todos perfeitamente saudáveis.Montoya esperava que a liberação médica ajudaria a finalizar o requerimento, mas uma carta da CIC contou uma história diferente.
“Eu tenho determinado que o membro da família, Nicolas Montoya, é uma pessoa cujo as condições de saúde podem razoavelmente causar uma exaustiva demanda nos serviços social no Canadá ”, diz a carta enviada para Montoya. " Uma excessiva demanda da qual o custo médio antecipado excede a média per capta dos serviços de saúde e social canadenses, que é aproximadamente CAD$6,400." 
THE CANADIAN PRESS/Mark BlinchNico Montoya,um garoto de 13 anos com síndrome de down sentado no sofá de com sua mãe Alejandra Garcia, ao centro, e sua irmã, em sua casa localizada home em Richmond Hill, Ontário, Sábado, 19 de março de 2016. Felipe Montoya, um professor universitário de Ontário que requisitou residência permanente no Canadá após se mudar da Costa Rica, está encarando a possibilidade de deixar o país porque seu filho tem Síndrome de down.
As referências na carta do CIC diz respeito á deficiência de Nicolas aos 3 anos de idade. Ainda estima-se que o suporte educacional para Nicolas custaria entre 20 e 25 mil dólares por ano.
Ele diz que a CIC não detalhou como a estimativa foi conseguida, adicionando que o filho dele não requisitou nenhuma acomodação especial, porque ele agregou-se a uma sala de aula comunitária pré-existente na sua escola publica local.
“Não havia previsões extras para ele. Ele tem aulas normais, assim como minha filha.” diz Montoya . “Minha filha não é considerada inadmissível por usufruir de serviços do estado, mas mesmo assim, Nico é.”
Casos como o de Montoya são surpreendentemente, comuns, de acordo com o advogado de imigração de Toronto Henry Chang.
As leis de imigração atuais que diz respeito a membros familiares com condições crônicas no Canadá são muito rigorosas, diz ele, levando em conta também que as regras gerais podem ainda funcionar para pessoas que não vivem fisicamente no Canadá.
“Digamos que você tenha um filho que está na universidade nos Estados Unidos que não não vai imigrar para o Canadá com o resto da família, mas eles têm câncer e estão passando por um tratamento nesse exato momento. Teoricamente, isso poderia resultar na barragem de toda a família por motivos médicos,” diz Chang. “Isso soa como uma grande loucura. Se você não é um advogado de imigração, não há lógica para tal ato.”
THE CANADIAN PRESS/Mark BlinchNico Montoya, um garoto de 13 anos com Síndrome de Down, jogando futebol com seu pai, à esquerda, sua irmã Tania, segunda à esquerda e sua mãe Alejandra Garcia, à direita, na casa deles, em Richmond Hill, Ontário. Sábado, 19 de março de 2016.
Ghang disse que os Montoyas ainda têm algumas estratégias disponíveis se eles quiserem lutar. Eles podem desafiar os cálculos da CIC em relação as necessidades financeiras de Nícolas ou apelar para causas humanitárias. Eles também poderiam apresentar evidências de que eles são capazes e cheios de vontade de custear futuros gastos, uma tática que Montoya compara ao ter de pagar duas vezes pelo mesmo serviço desde que ele já esteja pagando impostos. Montoya disse que a família está preparada para um número de resultados, incluindo a possibilidade de ter que voltar para a Costa Rica. Enquanto isso, ele espera que a situação da família dele levantará questões sobre a forma que a sociedade vê certas deficiências. “Não há fatos que estabeleçam que o ele custará alguma coisa ao estado. O único fato, imagino eu, que eles estão se baseando para essa ideia é a de que... Pessoas com Síndrome de Down são todos doentes que precisam de tratamento intensivo,” ele disse. “Isso é uma estigma, e isso não é baseado no caso individual.”
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